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Funcionário público ganha quatro vezes mais que empregado da iniciativa privada

Bons salários e estabilidade atraem os chamados ‘concurseiros’.
Só este ano já foram autorizadas quase 42 mil vagas no setor público.

Do G1, em São Paulo, com informações do DFTV

    Bons salários e estabilidade atraem os chamados concurseiros.  Uma pesquisa do Dieese, feita em agosto, mostra que o salário médio do serviço público é quatro vezes maior que na iniciativa privada. São R$ 4.052 contra R$ 999.

    Veja o site do DFTV

    “Um salário mais atrativo, pago pelo setor público, faz com que não só as pessoas que estão fora do mercado de trabalho se animem a entrar. Quem está ocupado na iniciativa privada também se sente motivado”, afirma o economista Tiago Oliveira.

    As salas dos cursinhos estão lotadas. O segredo do sucesso está na dedicação aos estudos, mas a grande procura tem um motivo a mais: “Está tendo muita vaga no serviço público. Então, a gente tem que se dedicar e estudar. Tem que aproveitar essa oportunidade de entrar no serviço público. É agora!”, ressalta a estudante Juliana Costa.

    Só este ano já foram autorizadas quase 42 mil vagas. O dobro de 2003, quando foi registrado o maior número de vagas dos últimos seis anos. Isso, sem levar em conta os concursos oferecidos pelo governo do Distrito Federal.

    Com inscrições abertas, destaque para o Ministério Público do Trabalho, que oferece salário de R$ 21 mil. Para a Secretaria do Tesouro Nacional, com quase R$ 11 mil. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) também oferece ótimos salários: de R$ 8.500 a R$ 10.900. O Senado abriu 150 vagas e o salário pode chegar a quase R$ 14 mil.

    Para o Ministério da Saúde os salários variam entre R$ 3.800 e R$ 6.100. Oportunidade também para analista do IBGE, com salário de R$ 4 mil. No governo do Distrito Federal, professores de educação básica podem se inscrever para mais de 200 vagas.

    Mas, para passar num concurso, é preciso estudar muito. Na concorrência entra até quem já está com o emprego garantido. Na carreira pública há dez anos, Fabíola dos Santos Pereira não deixou os livros. Depois de conseguir um emprego estável, bom salário e qualidade de vida, agora ela corre atrás da realização profissional, como taquígrafa.

    “Estou focada nisso. Só vou sossegar no dia em que eu estiver lá. Enquanto não acontecer, não dá pra parar e descansar. Tem que continuar até conseguir. Eu sou ‘Poliana’: penso que vai dar certo. Acredito nisso. Um dia vou olhar pra trás e vou dizer que tudo valeu a pena”, afirma a candidata.

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    Googol


    Em um belo dia do ano de 1938, o matemático Edward Kasner, resolver batizar um número. Mas não um era número qualquer, era um numero grande, muito grande… não, bizarramente grande. O numero?

    10 elevado a 100:

    10.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.
    000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.
    000.000.000.000.000.000

    Pela sua magnitude e importância, ele tinha que ter um bom nome. Nosso caro mamemático então pediu a ajuda de alguém muito especial, seu sobrinho Milton Sirotta, de oito anos. Ele apenas disse para o garoto imaginar um número muito grande, mas não infinito. No seu esforço mental, depois de algum tempo, o garoto murmurou algo como “gohgol”, e foi o que ficou.
    O então Edward Kasner apresentou o googol em seu livro “Matemática e Imaginação”.
    Achou o nome familiar? Sim, os criadores do Google escolheram um nome quase igual para seu sistema de busca, pois, afirmavam eles, que a web é muito grande e precisava de algo igualmente grande para represanta-la.
    Existem algumas variações do nome Googol.

    Googleplex: dez elevado a um googol.
    Googolduplex: dez elevado a dez, que é elevado a um googol – È um termo usado também quando alguém se refere a um dos complexos de moradia do Google.
    Googólgono: é um polígono com um googol de lados.
    Googoledro: é um poliedro com um googol de faces.

    Para se ter uma idéia, desde de o surgimento da Terra, há aproximadamente 4,5 bilhões de anos atrás, ainda não se passaram um googol de segundos, nem um googol de milésimos, na verdade não é nem perto disso, se passaram “apenas” aproximadamente 10 elevado a 17 segundos. Ou seja para completarmos um googol de segundos teríamos que viver mais 10 elevado a 18 segundos.

    Fonte:
    Wikipedia.

    Nova resolução proíbe motoristas de dirigirem sob efeito de álcool.

    De acordo com secretaria, queda média foi de 19% em hospitais.

    Do G1, em São Paulo

    Um levantamento da Secretaria de Estado da Saúde divulgado nesta sexta-feira (4) mostra que o atendimento a vítimas de acidente de trânsito no Hospital das Clínicas, na Zona Oeste de São Paulo, caiu 27% após a implantação da chamada ‘lei seca’, que proíbe motoristas de dirigirem sob efeito de álcool. A média de queda ficou em 19% na capital paulista no último fim de semana.

    A secretaria listou os atendimentos em três grandes hospitais da cidade considerados referência em casos de trauma por acidentes. No HC foram atendidas 24 vítimas de acidentes nos dias 27, 28 e 29 de junho, contra 33 no fim de semana anterior.

    Já no Hospital Regional Sul, na região de Santo Amaro, foram 26 acidentados contra 36 no fim de semana anterior, queda também de 27%. No Hospital do Mandaqui, na Zona Norte, houve 42 atendimentos contra 45 no anterior. Em vigor desde o último 20 de junho, a nova resolução proíbe o consumo de qualquer quantidade de bebidas alcoólicas por condutores de veículos. Antes, era permitida a ingestão de até 6 decigramas de álcool por litro de sangue.

    PERSISTÊNCIA

    A persistência instintiva da vida através da aparência da inteligência é para mim uma das contemplações mais íntimas e mais constantes. O disfarce irreal da consciência serve somente para me destacar aquela inconsciência que não disfarça.

    Da nascença à morte, o homem vive servo da mesma exterioridade de si mesmo que têm os animais. Toda a vida não vive, mas vegeta em maior grau e com mais complexidade.

    Guia-se por normas que não sabe que existem, nem que por elas se guia, e as suas ideias, os seus sentimentos, os seus actos, são todos inconscientes – não porque neles falte a consciência, mas porque neles não há duas consciências. Vislumbres de ter a ilusão – tanto, e não mais, tem o maior dos homens.
    Sigo, num pensamento de divagação, a história vulgar das vidas vulgares. Vejo como em tudo são servos do temperamento subconsciente, das circunstâncias externas alheias, dos impulsos de convívio e desconvívio que nele, por ele e com ele se chocam como pouca coisa.

    Quantas vezes os tenho ouvido dizer a mesma frase que simboliza todo o absurdo, todo o nada, toda a insciência falada das suas vidas. É aquela frase que usam de qualquer prazer material: «é o que a gente leva desta vida»… Leva onde? leva para onde? leva para quê? Seria triste despertá-los da sombra com uma pergunta como esta… Fala assim um materialista, porque todo o homem que fala assim é, ainda que subconscientemente, materialista.

    O que é que ele pensa levar da vida, e de que maneira? Para onde leva as costoletas de porco e o vinho tinto e a rapariga casual? Para que céu em que não crê? Para que terra para onde não leva senão a podridão que toda a sua vida foi de latente? Não conheço frase mais trágica nem mais plenamente reveladora da humanidade humana. Assim diriam as plantas se soubessem conhecer que gozam do sol. Assim diriam dos seus prazeres sonâmbulos os bichos inferiores ao homem na expressão de si mesmos. E, quem sabe, eu que falo, se, ao escrever estas palavras numa vaga impressão de que poderão durar, não acho também que a memória de as ter escrito é o que eu «levo desta vida». E, como o inútil cadáver do vulgar à terra comum, baixa ao esquecimento comum o cadáver igualmente inútil da minha prosa feita a atender. As costoletas de porco, o vinho, a rapariga do outro? Para que troço eu deles?

    Irmãos na comum insciência, modos diferentes do mesmo sangue, formas diversas da mesma herança – qual de nós poderá renegar o outro? Renega-se a mulher mas não a mãe, não o pai, não o irmão.

    Fernando Pessoa, in ‘O Livro do Desassossego’